Viagem a Marte pode causar danos no cérebro, diz estudo

Raios cósmicos podem afetar os astronautas e causar sequelas semelhantes às sofridas por pessoas com demência..

Mais rápido de que a luz

Partícula intriga ciêntistas...

Viagem à Marte 2023

GRUPO DE VOLUNTÁRIOS PARA COLONIZAR MARTE EM 2023 SE REÚNE NOS EUA ...

domingo, 10 de maio de 2015

Afinidade Eletrônica

O que é Afinidade Eletrônica ?
Afinidade Eletrônica 

Explicação simplificada - Afinidade eletrônica é a energia liberada quando um elétron é adicionado a um átomo neutro gasoso.

Explicação completa - A energia liberada quando um elétron é adicionado a um átomo neutro gasoso é designado afinidade eletrônica. Geralmente apenas um elétron é acrescentado, formando um íon mononegativo. Dado que há liberação de energia, esse termo tem sinal negativo. A magnitude de afinidade eletrônica depende do tamanho e da carga nuclear efetiva. Tais valores não podem ser determinado diretamente, mas podem ser calculados indiretamente mediante ao uso do ciclo de Born-Haber.

Os valores negativos das afinidades eletrônicas indicam que essa quantidade de energia é liberada quando um átomo recebe um elétron.

Bibliografia: J. D. Lee, Química Inorgânica Não Tão Concisa. São Paulo: Edgard Blücher, 1999.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Embriões humanos são modificados geneticamente pela primeira vez

Uma pesquisa polêmica feita por cientistas chineses da Universidade Sun Yat-sen deu o primeiro passo (ao menos, publicamente) rumo à intervenção genética de embriões humanos, provocando um grande debate na comunidade científica.

O experimento consistiu na modificação do gene HBB, responsável pela talassemia, um transtorno hereditário que afeta a produção de hemoglobina e, portanto, a ação dos glóbulos vermelhos. Para isso, foram utilizados 86 embriões humanos, e os cientistas enfrentaram as duras críticas recebidas pelo projeto, por ser considerado perigoso e irresponsável do ponto de vista ético.
Além do debate ético, o resultado não foi particularmente bem-sucedido: 71 embriões morreram e em apenas 28 foi feita a modificação do DNA. Para evitar maiores críticas, os pesquisadores utilizaram embriões inviáveis e, depois de analisar os resultados, assumiram que eles reforçam a necessidade de uma compreensão maior da técnica de modificação do DNA e apoiam a ideia que as aplicações clínicas desse mecanismo talvez estejam prematuras no momento.
No entanto, o primeiro passo foi dado em uma direção que gera muitas discussões e temores no mundo da ciência, já que as mudanças na genética humana a partir do embrião poderão ter consequências inesperadas, como o aparecimento de uma nova doença hereditária.

Cientistas desenvolvem sistema que transmite emoção pelo ar

Pesquisadores da Universidade de Sussex, no Reino Unido, criaram um sistema chamado Ultraháptico, que permite criar sensações táteis através do ar, estimulando diferentes zonas da mão. Dessa forma, com correntes curtas e intensas de ar, afetando diferentes pontos da mão, sensações de felicidade, tristeza e medo poderão ser transmitidas. Por exemplo, ao tocar o ponto localizado entre o dedo polegar, o indicador e o meio da palma da mão, é possível causar excitação; ou, então, provocar sentimentos de tristeza ao estimular a parte externa da palma e da região em torno do dedo mínimo.
A diretora da pesquisa, Marianna Obrist, exemplificou a utilidade da criação da seguinte forma: “Imagine um casal que tenha brigado um pouco antes de ir trabalhar. Enquanto um dos dois está em reunião, tem uma sensação suave, transmitida por uma pulseira, que percorre sua mão até o meio da palma; uma sensação de conforto, indicando que o outro já não está mais zangado (...). Ou, então, um dançarino que, com o simples levantar de mãos, poderá receber um estímulo háptico para reforçar seus sentimentos de excitação e estabilidade”. Agora, Obrist ampliará sua investigação aos sentidos do paladar e olfato, dentro do projeto SenseX, que busca aprofundar a inovação em experiências sensoriais suplantadas por meios tecnológicos.
Além de lidar com as emoções humanas, uma aplicação desta tecnologia háptica seriam as telas sensíveis ao toque. Você, por exemplo, poderia folhear uma livro digital sem tocar na tela. A ideia funciona por pontos de pressão no ar, que projetam o feedback de força, que passa pela tela até atingir a mão da pessoa, que "sente as informações" sem o toque. De acordo com pesquisas, a tecnologia háptica teria três possibilidades de interação: gestos no ar, camadas de informações táteis e telas visualmente restritas - aplicativos específicos foram criados para cada uma.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Pólos Geográficos e os Pólos Magnéticos Porque Eles São Diferentes?

Bússola

Provavelmente você já deve ter ouvido falar em  pólos magnéticos e pólos geográficos, esses termos por vezes causam confusão em muita gente, enquanto alguns mais curiosos, entendem porem se perguntam o porquê de existirem pólos magnéticos e pólos geográficos, e é isso que iremos explicar nesse artigo.

O que são pólos geográficos e pólos magnéticos? A constelação Crux (Cruzeiro do Sul), aponta para o polo sul celeste que equivale ao polo sul geográfico projetado na esfera celeste, assim como Polaris aponta para o polo norte celeste. Os pólos geográficos na prática consistem no ponto exato do eixo de rotação do planeta, onde um dia completo, que em outros pontos da terra como por exemplo a linha do equador é de 24 horas, no pólo geográfico sul por exemplo dura 12 meses, sendo 6 meses de completa escuridão e 6 meses de luz do dia ininterrupta. são esses pólos o Polo Norte, ou Ártico, está num ponto onde o oceano tem 4.087 metros de profundidade, e Polo Sul, ou Antártico, está a 2.992 metros acima do nível do mar, esses polos podem sofrer pequenas alterações com o passar dos séculos devido ao  próprio movimento de rotação da terra em relação à ela mesma. Já os pólos magnéticos por definição são os pontos onde um imã aponta para baixo de maneira a formar um ângulo de 90 graus em relação à terra. É de conhecimento do homem desde de tempos antigos que a Terra atua como um gigantesco imã, fato que se deve às correntes elétricas que fluem no núcleo liquido do planeta, conforme propôs o médico e também físico alemão Walter Maurice Elsasser, em meados do século XX, porém cerca de 10% da força do campo magnético ocorre devido à correntes elétricas produzidas pela ionosfera. Os pólos magnéticos não são simétricos como os pólos geográficos ou seja não são exatamente opostos um ao outro, e a linha imaginária que os forma uma ligação entre eles (o eixo magnético), não passa pelo centro exato da terra, mas a cerca de 530 km do mesmo.
 
A Bússola e os pólos magnéticos. É com base nos pólos magnéticos que as bussolas funcionam. Criada pelos chineses por volta do século IV, e chegando à Europa por volta do século XIII, o equipamento tornou possível as grandes navegações, porém somente no século XVII, que o físico inglês consolidou a teoria dos pólos magnéticos da terra explicando o porquê do funcionamento da bússola.

Qual a diferença entre os pólos geográficos e os pólos magnéticos? Os pólos magnéticos divergem dos pólos geográficos cerca de 1600 km, embora mudam de posição constantemente tendem a manter essa distancia aproximada. Até o início do século XIX, se acreditava que os pólos geográficos coincidiam com os pólos magnéticos, não obstante, o explorador inglês James C. Ross quando chegou pela primeira vez ao lugar do Ártico onde sua bússola apontava para o chão (o que deveria ser o polo magnético), descobriu que os ponto onde a bússola apontava não coincidia com o ponto onde acreditava-se ser o pólo geográfico. Nessa mesma época o físico Hans Oersted engatinhava com suas pesquisas sobre a relação entre o magnetismo e a eletricidade. Os pólos magnéticos da Terra não coincidem com os pólos geográficos devido à movimentação de cargas elétricas, que deslocam o eixo magnético do planeta


Matéria de  http://ciencia.me/hKyUa

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Viagem a Marte pode causar danos no cérebro, diz estudo.


lista de possíveis problemas a serem enfrentados pelos astronautas pioneiros de missões a Marte ganhou mais um item: o de estragos no cérebro. Um estudo da Universidade da Califórnia, divulgado na revista Science Advances, sugere que a longa exposição a raios cósmicos pode causar danos significativos ao sistema nervoso central, resultando em sequelas semelhantes às sofridas por pessoas com demência.

Raios cósmicos são formados por partículas de alta energia originadas no espaço e que viajam quase que na velocidade da luz. Cientistas acreditam que uma viagem a Marte, distante cerca de 226 milhões de quilômetros da Terra, duraria pelo menos nove meses. E os danos cerebrais poderiam ocorrer já durante a viagem.
"Isso não é uma boa notícia para os astronautas que poderão ser escolhidos uma missão a Marte. Déficits de memória e a diminuição de atividades cerebrais, por exemplo, poderão afetar partes críticas da missão. E a exposição às partículas poderá provocar problemas cognitivos para o resto da vida", afirma Charles Limoli, coordenador do estudo.

Proteção impossível



A equipe de Limoli fez testes com ratos, submetendo-os a sessões de irradiação num laboratório da Agência Espacial Americana (NASA) especializado em estudos com raios cósmicos.



A exposição a determinadas partículas resultou em inflamações no cérebro que dificultaram a transmissão de sinais pelos neurônios. Tomografias computadorizadas mostraram que a rede de comunicação cerebral foi prejudicada por danos a células nervosas chamadas dendritos - alterações que contribuíram para a redução de desempenho dos ratos em atividades ligadas ao conhecimento e à memória.



Tipos semelhantes de disfunções cognitivas são comuns em pacientes com câncer de cérebro que receberam tratamentos à base de radiação de prótons.



Segundo Limoli, defeitos cognitivos nos astronautas demorariam meses para se manifestar, mas o tempo de viagem para Marte seria suficiente para isso. O cientista ressaltou ainda que, embora os astronautas trabalhando na Estação Espacial Internacional por longos períodos também sejam atingidos por raios cósmicos, a intensidade do "bombardeio" é menor e eles ainda contam com um pouco de proteção da magnetosfera terrestre.



O estudo da Universidade da Califórnia faz parte de um programa da Nasa que procura entender os efeitos da radiação espacial em astronautas e possíveis maneiras de mitigá-los.



Limoli sugere que a cápsula que levará os astronautas à Marte tenha escudos de proteção contra radiação mais reforçados em áreas usadas para descansar e dormir. No entanto, não existe proteção total contra as partículas.



Outra solução podem ser tratamentos preventivos para os astronautas, incluindo o uso de novas drogas. "Mas as pesquisas ainda estão em desenvolvimento", explica o cientista.

Satélite explode na atmosfera e deixa toneladas de lixo espacial


Explosão de Satélite - DMSP-F3
O satélite estava orbitando a cerca 800 km de altitude e de acordo com os militares dos EUA, o objeto explodiu por causa da elevação súbita de temperatura no sistema de alimentação.
O acontecimento fez uma enorme nuvem de detritos, com pelo menos 43 fragmentos de grandes. O Satélite tinha o de DMSP-F13 (Defense Meteorological Satellite Program Flight 13), e teve seu lançamento realizado em 1995 com intuito de fornecer dados meteorológicos críticos às forças armadas americanas.
Os cientistas especulam que haja vagando no espaço cerca de 600 mil fragmentos maiores que 1 centímetro e mais de 16 mil maiores que 10 cm. Isso está gerando uma enorme preocupação para as agências espaciais, isso porque as chances desses fragmentos colidirem com outros satélite é grande.
Essa não foi a única grande explosão, em 2009, após um choque entre o satélite americano Iridium 33 e o russo Cosmos 2251, foi gerado nada mais nada menos que, 2 mil objetos fragmentados.
Caso esses detritos vierem em rota de colisão com a Estação Espacial Internacional será preciso fazer manobras para evitar a colisão com o lixo espacial.

domingo, 3 de maio de 2015

Energia de Ionização

Energia de Ionização

O que é a Energia de Ionização ?

Explicação simplificada - Energia de Ionização é a quantidade de energia necessária para remover o elétron mais fracamente ligado de um átomo gasoso isolado.

Explicação Completa - O fornecimento de uma pequena quantidade de energia a um átomo, pode levar a promoção de um elétron a um nível energético mais elevado, mas se a quantidade de energia fornecida for suficientemente grande o elétron pode ser removido completamente. A quantidade de energia necessária para remover o elétron mais fracamente ligado de um átomo gasoso isolado é designado energia de ionização.

As energias de ionização são determinadas a partir de dados espectroscópicos e são medida em KJ/ mol. É possível remover mais que um elétron da maioria dos átomos. A energia de ionização é a energia necessária para remover o primeiro elétron, transformando M em M+ . A segunda energia de ionização é a energia necessária para remover o segundo elétron e converter M+em M2+. Fornecendo-se a quantidade de energia equivalente à terceira energia de ionização é possível transformar M2+ em M3+, e assim por diante.

Fatores que influenciam a energia de ionização:

1. O tamanho do átomo;
2. A carga no núcleo;
3. A eficiência com que os níveis eletrônicos internos blindam a carga nuclear;
4. O tipo de elétron envolvido.

Esses fatores são geralmente  correlacionados. Num átomo pequeno,  os elétrons se encontram firmemente ligados, ao passo que num átomo maior os elétrons estão menos firmemente ligados. Assim a energia de ionização diminui a medida com que o tamanho do átomo aumenta.


Bibliografia: J. D. Lee, Química Inorgânica Não Tão Concisa. São Paulo: Edgard Blücher, 1999.
*conteúdo da página 76 cap 6.